Lições de Arquitetura: Domínio Público - Fichamento

Grátis: Lições de Arquitetura Herman Hertzberger - Material Claro e  Objetivo em PDF para Estudo Rápido

 Na primeira parte de seu livro Hertzberger propõe que a arquitetura não deve ser uma arte acabada, rígida e definida. Ela deve ter espaço para que os seus usuários possam adaptá-la, mudá-la, torná-la mais conveniente e agradável a si mesmos por meio de sua apropriação. Ele dá o exemplo de um escritório em que o espaço designado aos funcionários era como uma tela em branco, pronta para ser caracterizada com o que quer que seus usuários gostassem. Dessa forma, as pessoas desenvolviam uma conexão muito mais positiva e intensa com o local de trabalho, podendo se expressar na forma do seu próprio ambiente. 

Segundo o autor, esta relação entre espaço e aqueles que dele usufruem pode ser melhor explorada nos espaços públicos, mas para tal é necessário que estes permitam a relação. Ele então afirma que os espaços públicos sejam dotados de "zonas intermediárias", como escadas, pátios, varandas, halls, ruas internas etc. Estes funcionariam como espaços de transição e encontro, sendo fundamentais para o exercício da cidadania e da convivência, pois rompem a separação rígida entre “meu espaço” e “espaço de todos”. O espaço só é verdadeiramente público, ou comum, quando se há uma apropriação dele por parte das pessoas. 

 Nesse sentido, olhando pela ótica do filósofo Vilém Flusser, o arquiteto tem uma responsabilidade com seu seu projeto, que deve se ater a relação das pessoas com o espaço, e não somente se preocupar com sua função primária.  

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