Fichamento - Teoria do Não-Objeto, por Ferreira Gullar

Lygia Clark - Bichos, 1960 
 

Escrita em 1959 por Ferreira Gullar a Teoria do Não-Objeto é uma espécie de manifesto do movimento Neoconcretista Brasileiro, sintetizando a visão artística, bem como a explicando e defendendo. 
 
O texto inicialmente introduz uma breve explicação da evolução do abstracionismo na arte, desde o movimento Impressionista, que embora não pudesse ser definido como abstrato, abriu o caminho para uma pintura cujos limites formais eram indefinidos, e mostra que já naquele momento a base da pintura abstrata, a ideia de considerar a tela em si como objeto relevante, havia nascido. 
 
Em seguida o autor cita diversas obras modernistas, principalmente cubistas, de forma a nos mostrar, numa espécie de linha do tempo, a evolução desse mesmo abstratismo, chegando até o Concretismo, que, para ele, é superado pelo Neoconcretismo, muito menos racional e mais livre. 
 
Este novo movimento então é sintetizado na ideia de não-objeto, explicada para nós por meio de um diálogo platônico entre o autor, e um interlocutor não especificado, que acaba pondo várias perguntas que nós mesmos, enquanto leitores, nos fazemos durante o texto. 
 

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